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NÃO ME PARABENIZE POR NADA SE VOCÊ NÃO FAZ PARTE DA LUTA PRA ME MANTER VIVA!

  Me preocupa de verdade o silêncio dos homens diante de todos estes acontecimentos hediondos contra as mulheres. “Ah, que eu tenho mãe, eu tenho filha, eu respeito as mulheres do meu convívio”. Será? Se você só pensa na proteção das mulheres do seu convívio, talvez você não as respeite tanto assim, visto que não há "tipos" de mulheres, existem mulheres e ponto. E, se você não entende que esse respeito é coletivo e não seletivo, talvez seja necessário rever os seus atos. Além de começar a trazer, pra ontem, essas pautas pro dia a dia. Vocês conversam com os "seus manos", "seus parças", "seus trutas" sobre o horror do noticiário? Vocês estão "preocupados" só com as mulheres do seu âmbito familiar, ou entendem que o problema se estende pra além da sua bolha? Eu posso contar nos dedos de só uma das minhas mãos os homens da minha bolha que se manifestaram de alguma maneira sobre o que vem acontecendo. E isso me traduz muito sobre todos ...

SUBMISSÃO

“Submissão: 1. ato ou efeito de submissão(-se) a uma autoridade, a uma lei, etc. 2. aceitação de um estado de dependência. Submisso: que se submeteu ou se submete, se sujeitou ou sujeito.”   Vamos por essa linha aqui “aceitação de um estado de dependência”, pois, posso afirmar com toda certeza, que isso me incomoda/intriga desde que o médico disse “é uma menina” aos meus pais. A mulher vivendo “em estado de dependência” de um homem. Sabe quando dizem que as histórias são contadas sob o ponto de vista do colonizador, do “lado vencedor”, pois bem. Ou, os “grandes nomes” da história serem de homens. Ou, por mulheres terem tido que usar pseudônimos masculinos para poderem publicar textos e fins. Quando mulheres foram perseguidas por “saberem demais”, acusadas de “bruxaria”. Quando escravizadas eram punidas caso não quisessem servir os senhores sexualmente. Ou, quando as mulheres não eram “bem vistas” pela sociedade caso terminassem seu casamento. Você sabe qual foi o “erro” d...

NARRATIVA PERDIDA

    Por muitas vezes eu não sei por onde começar. Não faço ideia de como as histórias começam, pois, quando a gente se dá conta, estamos totalmente envolvidos no enredo, independentemente de ser ou não a personagem principal.      Eu tenho feito parte de algumas histórias... E, não sei precisar em que momento saí de observadora, mera coadjuvante, para a personagem da qual exigem ação. Tenho decisões a tomar que redicionarão toda a trama. Quebra de padrão. Rompimento de ciclo. Revelação das faces por detrás das máscaras...    Será que eu pulei o prefácio?    Ou me perdi na eloquência do narrador?    Tudo o que sei (sei!?), não, não sei. Como desfaço?    Em pensamentos me perco. Mil vozes que não calo. Atrás de um desfecho de uma história que eu nem sei como começou, mas exige um ponto final.   Quiçá, eu não seja uma das personagens, e sim, apenas um autor perdido com a sua caneta na mão.   Q...

SERVIR E PROTEGER

De onde eu vim os “super heróis” não chegam. Por aqui, é um por todos e, todos por um, e o UM e o TODOS sabem que a “bala perdida” tem o nosso endereço. Somos nós que baixamos o olhar e dizemos “sim, senhor... não, senhor”, que, só por termos “a cor dos quatro Racionais”, somos os suspeitos. Errados pelo simples fato de existir. A cada dia um novo “caso isolado” é filmado... É possível nos ver morrendo pelo ângulo que você preferir. Mas, a ordem, ou melhor, o lema é “servir e proteger”. A quem? Porque, como eu disse, de onde eu vim, o grito de socorro é julgado. Para ser validado, é necessário estar em um certo lugar da cartela de cores. Mas, atirasse primeiro e elabora uma história depois. E o responsável é realocado até que a poeira baixe, afinal, ele está servindo e protegendo. Servindo um espetáculo aos que acreditam que a nossa vida nada vale, servindo mais um corpo preto no chão (talvez, a nova bandeja de prata). E protegendo todos aqueles coniventes com esse legado. “Ah mas,...

GATILHO

Eu nem sei por onde começar Eu nem sei ao certo quais palavras escolher Pois, elas precisam ser escolhidas com muito cuidado Para que a mensagem chegue Mesmo que a uma minoria É preciso que chegue tanto de forma direta Quanto nas entrelinhas   “CLICK, CLACK”   Talvez, a gente deva começar pelo fato de “MENINOS” cometerem atrocidades Enquanto, “MULHERES” devem ser mãe aos 10, 13 anos E, que se cogita a hipótese dessas mesmas “MULHERES” Serem presas por não gestar “FRUTOS” da violência   “CLICK, CLACK”   Ou talvez, devamos falar sobre as vestimentas Afinal, não se pode sair por aí provocando os expectadores Não importa você tenha 10 ou 80 anos Com muita ou pouca pele exposta Acordada, sedada, com alguma deficiência... “Nossa! Mulheres preferem encontrar com um urso na floresta, ao invés, de um “homem””   “CLICK, CLACK”   Monogâmico, não monogâmico Relacionamento aberto, relacionamento sério Ficantes,...

É UMA MENINA!

      “- É uma menina!” Disse o médico todo sorridente que não podia supor o porquê do sorriso daquela mãe ter desaparecido. Não! Ela não preferia um menino. Apenas resolvera com qual dor lidar quando fosse o momento.      O sorriso já havia desaparecido no instante que soube que estava grávida. Não deixava de pensar que talvez tenha sido muito irresponsável da parte dela trazer uma vida a esse mundo. Afinal, quem em sã consciência permite que uma criança negra venha a esse mundo, o SEU mundo, que a cada dia se mostra mais cruel com os seus. Mas, resolvera ir até o fim com a gestação.      “- Prefere menino ou menina?” Era o que sempre lhe perguntavam. Essa era outra dor que deixaria pra quando fosse o momento. Lidaria com uma dor por vez, assim esperava. Por hora, precisava lidar com o fato de ela mesma ser uma mulher grávida nesse mesmo mundo de horrores no qual ela gerava uma vida... “que terá que tipo de vida?”    ...

Agressivo? A partir de qual ponto de vista?

  Queria me abster e deixar passar como tantos outros assuntos? Queria. Mas, tem coisa que bate de um jeito, ativa uns gatilhos brabos, que se eu não colocar pra fora me sufoca... Já tenho coisa demais interiorizada que só hoje tenho maturidade para entender, mas, que ainda me machuca muito, embora eu tenha aprendido a lidar com muitas delas. Portanto, não vou guardar nada, não!   Mas, como bem disse o Emicida "a dor dos judeus choca, a nossa gera piada", e, graças aos céus nem todo mundo está deixando passar esse tipo de piada, ou falas atravessadas, que depois tentam ser consertadas com "eu não tive intenção, não foi bem assim", acompanhado de nota de "retratação". Estão  chocados porque houve "reação", e não, com o fato de já ter passado da hora de repensar esse "entretenimento" que ofende, machuca, humilha, destrói.  Estão chocados porque não estamos no lugar que nos colocaram de "submissos". Est ão chocados porque a r...

PRIMOGÊNITOS

  Disseram-lhe, “agora é o mais velho”, e seus ombros juvenis ganharam um peso que ainda nem sabia mensurar. “Você tem que cuidar do seu irmão”. “Meu irmão... mas se parece com um bebê. Não seria essa a responsabilidade dos pais? Cuidar do bebê? Cuidar de mim?” Disseram-lhe, e ali, na fala, na responsabilidade trazida por uma função não pleiteada, criou-se um criança/adulto. Um cargo de primogênitos mas, às vezes, requerido por algum outro irmão. Disseram-lhe, então, mesmo sem saber como, exerce essa tarefa. Numa jornada solitária, confusa, angustiante. Disseram-lhe quem era, muito antes de saber quem é. O quanto será ou não um problema? Pergunte ao tempo. Disseram-lhes... E muitos ainda estão, cuidando, zelando, responsáveis, se não pelo irmão, pelos pais, pelos tios, pelos avós. São quietos, preocupados, porém, sempre ali, aonde foram colocados, como guardiões. Um criança/adulto confuso, um adulto/criança perdido. Um primogênito a quem delegaram uma função. “Agora você é ...

E DEPOIS?

Haverá espaço ou, até mesmo, querer, pós tantos acontecimentos contidos num curto espaço-tempo? Depois de tanta ausência física?... Como se (re)encontrar depois do tanto que se perdeu? Depois que o oculto foi revelado? As máscaras realmente cairão? Será possível se reconhecer, permitir-se ver fora do chamado virtual? Se já não sabíamos quem éramos, como saber agora? Agora... Como se parecerá o "novo normal"? Empoeirado. Mofado. Destelhado. Vazio. O que restará dentro? Algo permanecerá inteiro ou, com pedaços que lembrem o que um dia foi? Algo passível de ser reconectado? Teremos tato para voltarmos a sermos palpáveis? Abraços. Apertos. Aproximação. Com que olhar enxergaremos o outro, agora que o lemos digitalmente, remotamente, visto por último... Como recolocar no lugar as coisas que vieram pra dentro sem nem pedir licença? Precisaremos de adaptação para ser o que um dia fôramos, mesmo agora, que já não somos os de outrora? Seremos (re)configurados? O que restará para reform...

SE ATRAVESSA O CAOS?

  “ Como atravessar o caos e permanecer humano? ” Li em algum lugar, não vou precisar aonde, e nem, de quem... Pois, eu tenho lido. Tentativa de fuga? Ou munição?   Beiramos o meio milhão de mortos... Nos tornamos o balanço negativo de uma planilha estatística. E o abismo-caos-poço não tem fim. Estamos em queda livre num sonho do qual não se acorda porque, adivinhem só, não estamos dormindo. Apenas peões dispostos no tabuleiro vendo as peças caírem uma a uma “ do pó viestes, ao pé retornarás ”.   O que dói? Saber que uma única escolha poderia ter nos dado uma narrativa diferente de boa parte dessa história confusa e cruel da qual sofremos enquanto personagens em clausura.   Distanciamento, máscara e álcool em gel. Um contra todos e, boa parte do todo, contra um... Quiséramos que o nosso maior mal fosse o vírus!   Curioso como da vista da janela, a vida segue seu curso normal. Pessoas, carros, reuniões, aglomerações, multidões... “ Arraste ” para...

DESASTRE NATURAL

Estamos em meio a uma onda que não se pula, e nem se surfa. Bem semelhante a um tsunami. Perdemos as contas dos dias que acreditávamos ser finais. Ingenuamente, dizíamos: “novo normal”. Esperança... O que esperávamos? O que ainda esperamos? A cura!? Um milagre!? Quem sabe somente respeito pela vida, pelas milhões de vidas. Parar a morte... Parar a fome... Fechar os olhos e quando abrir, ver que a tempestade passou. Que o pesadelo não pode te alcançar, agora que seus olhos estão abertos. Aquele chacoalhar que te desperta, acompanhado de um “estou aqui”.   Não há abraços... Não há voz... Não há despedida...   Esse pesadelo já passou de trilogia. Já é muito mais do que uma sequência ruim. E foi filmado em 3D. Batem na porta, e ninguém atende. Os corpos vão chegando, vão chegando, vão chegando... E são deixados na calçada. Estamos lotados. Não há vagas.   Um grito abafado. Outra pá cheia de terra. - Por favor, um prato de comida!   Festa...

COMO É NÃO SE IMPORTAR?

Tenho evitado pensar para não ser avassalada pelas palavras, pelos pensamentos que não permitem que os olhos se fechem, mas, cada pro-nun-ci-a-men-to reflete a dor da facada que não sangrou... Como se calar diante de tantas palavras e inações que “fingem” serem sem propósito. Propósito há, mas não é em prol do bem, e nem de mim ou de você. “E daí?” Não assumir um lado ou crer que só há um lado que reflita o “bem maior”, tem superado o que creiamos ser o fundo do poço. O “eu avisei” deu lugar ao “a culpa é sua”, sim, porque a escolha foi consciente. Queriam alguém que desse vazão aos seus monstros. Queriam e querem muitos dos nossos mortos. E estamos morrendo... Mas, nem imaginam quão fortes os que sobreviverem serão. “Vocês vão ficar chorando até quando?” Quase 300 mil mortos (SÓ por Covid) e nossa dor, como sempre, é resumida a mi mi mi. E há os que defendem o indefensável. Como coloca a cabeça no travesseiro e dorme? Eu estou a meses sem dormir. De mãos atadas. Contando os corpos...

SABE NOS SONHOS...

  Sabe nos sonhos? Quando a gente grita e não sai som algum? Estou num desses sonhos. Só que não sei se é o som que não sai, ou se eu quem já desistiu de gritar, já que ninguém vai ouvir.   Afinal, tudo está dentro. Tudo é. Tudo sou. Tudo soa. Ressoa. Vibra.   Perdida em outra dimensão. Imersa em mim.   Quisera tudo fosse apenas um sonho, porém, ao final da queda, cai-se em si, e acordamos pro real.   Sabe nos sonhos? Já não grito. Aprecio a queda. Porque não sei quando chegará o dia em que não será mais possível acordar.   Tudo o que há de concreto é esse instante de dúvida.   Vida e morte. Aqui e agora.   O fôlego antes do grito final.   Sonho. M.P. 2020

QUANDO EU ME DESCOBRI NEGRA

Muitos vão dizer: “Nossa! Como assim se descobriu negra?” Exatamente. Por isso, eu tentarei explicar aqui um cisco da necessidade de se descobrir ser o que se é... Quando eu me “descobri”. Porque a gente nasce negro, porém, só se descobre negro quando aceita esse fato, não como algo punitivo (como nos fazem pensar durante grande parte da nossa vida), e sim, com consciência de ser. O atual “empoderamento”. Pois, nos tiram tanto... Nos minimizam... Nos hiperssexualizam... Nos rebaixam a condição de coisa, de objeto, de só mais um corpo, de mais um número dentro das estatísticas... Que a gente nega o que é, até mesmo sem perceber, para tentar que nos percebam e nos aceitem, e aí, deixamos de ser... Então, sim! A gente precisa se descobrir negro. Se apropriar do direito de ser gente. Ser a gente mesmo, e se saber lindo. A primeira vez que eu olhei no espelho, e pude me orgulhar do que eu via, é uma lembrança pertencente a um futuro muito mais recente do que eu gostaria que foss...

O LADO B DA RELAÇÃO

Crescemos ouvindo: “... e foram felizes para sempre”. Mas, ninguém nos diz o que acontece quando o encanto acaba. Quando deixa de ser novidade, e nos encontramos nus (não de corpo), mas, de alma. Portanto, em vista disso, eu gostaria de falar aqui sobre o lado B da relação. Aqueles dias de mau humor, de querer ficar num canto na sua, o não querer dar o braço a torcer, quando as longas conversas se tornam apenas algumas frases, ou mesmo sílabas soltas. Quando você para e pensa: “será que vale mesmo a pena?” “Até que ponto é cuidado, resiliência?” “Até que ponto é comodismo?” “Medo de ficar sozinho?” Por que não se diz o que acontece depois, quando, claramente, não é um conto de fadas? Os opostos não se atraem! Cada ser é único. Completo. E tudo o que ele quer é partilhar. Doar um pouco de si. Ensinar e aprender com o outro. Lindo, né? Não é! Você só acessa o outro o quanto ele permite. O quanto ele quiser que você saiba e/ou conheça. E aí está o lance. Relação é estar disposto. ...

INVISÍVEL CAOS

Uma respirada funda, e um fechar de olhos. De repente, tudo fora um sonho. Será? Abro os olhos devagar. Silêncio. Anúncio de um isolamento. O invisível está nos matando. Aliás, o invisível sempre nos matou. Respiro len-ta-men-te. Na tentativa de tranqüilizar os pensamentos. Tentando que o contabilizar de mortes diário não me mate ainda mais aqui dentro. E há tantos corpos lá fora... Roleta russa. Medo. Ansiedade. (In)credulidade. E muitos que antes já eram margem, tão invisíveis quanto àquele que nos abate, estão ainda mais apartados. Vírus visível dessa doente sociedade. Chegamos a divisa da humanidade. Quem é você? Estamos dentro, forçados a olhar para dentro. Gosta do que vê? Lave as mãos. Pilatos lavou e o Salvador foi dado à morte. Muitos não creram, muitos ainda não crêem... Fecho novamente os olhos, numa prece silenciosa. Busco um fio de esperança. Quantos dias mais? Caímos um a um, sem ar. Respiro. Será? Máscara. Álcool em gel. Dis-tan-ci-a-men-to. Quantos abraços não d...

Eu!?

Eu!? Eu sempre detestei espelhos. Sempre me sentei no fundo. Sempre me posicionei atrás nas sequências coreográficas. Eu!? Sempre preferi roupas largas a justas. Sempre optei por cores neutras. Sempre caminhei de olhos baixos e fones de ouvidos. Eu!? Nunca me imaginei destaque. Nunca me entendi bonita. Nunca seria o amor de alguém, mas sempre, a amiga. Eu!? Menina mulher da pele preta. Sempre objeto, nunca afeto. Sempre conselho, nunca plano. Sempre "um dia quem sabe". Eu!? Sempre soube que teria que me esforçar muito mais para ser mediana, pois, o ótimo não era pra mim. Eu!? Sempre achei que tudo bem não gostarem de mim, afinal, eu nem era bonita, nem feminina. Eu!? Sempre tentei caber nos lugares. E nunca fui, por muito tempo, de lugar algum. Vaguei. Apenas existi. Eu!? Por muito tempo me anulei para ser quem queriam que eu fosse. Eu!? Não entrarei em por menores, porque ainda tem gente que acha que a solidão da mulher negra não passa de mais um "mi mi mi",...

UM DIA

E tudo vai ficando para um dia... Já reparou? Um dia eu vejo. Um dia eu faço. Um dia eu vou. Um dia... E você já se deu conta que "hoje" é um dia? Parece óbvio, né? Mas, não damos a devida importância a esse hoje, tratamos-o como mais um dia, quando ele é "o" dia. O dia de escolha. O dia de decisão. O dia a ser vivido. Você vive, ou apenas faz planos para "um dia" viver? A gente se julga imortal e vive na expectativa de um futuro, ignorando o presente. Presente, pois, o dia de hoje é um presente. Declamam o seu nome, e você diz: presente! Será? Quantos "e se" tem o seu dia? Viva! Hoje é o seu dia. Abra seu presente e o desfrute. Use aquilo que você tem em suas mãos. Por que, amanhã, o amanhã não é hoje. E, talvez, não haja mais um dia. E aí? M.P.

PAIS E FILHOS E PAIS

Pais. Sim! Sabe, pais? Àqueles que nos dão à luz (bonito isso, né?), "dar à luz". Enfim... Já reparam que os pais, num determinado momento, tornam-se filhos? Filhos dos filhos. Dependentes, quase, "aborrecentes". De repente, eles estão ali batendo cabeça pra solucionar algo que eles mesmos nos ensinaram, e, nos colocamos na condição de pais para lhes (re)ensinar. Até damos os mesmos aconselhamentos. Confuso né? Mas, olhe com atenção! Reflita! Rememore! Está lá! Nos detalhes. Num determinado momento tornamo-nos pais dos pais, porém, sem deixar de sermos filhos. Porque eles vão gritar, resmungar, bater portas, e não poderemos colocá-los de castigo. São nossos pais. Nos deram à luz... Eles ficarão confusos, mas, nos muniram de informações relevantes que nos permitirão saber o que fazer. Como ajudar! São detalhes. Na hora certa você saberá. Não brigue! Não bata de frente! É uma fase. É um rito de passagem. Num dado momento, um filho tornar-se-á, pai!  14 set....

EI?

Ei? Olha pra mim! Sei que parece tudo contrário agora. É fácil dizer que não é fácil. Ninguém percorre o seu caminho. E qual caminho escolher? Novamente razão e emoção a embaralhar as cartas. Escolha uma! O que você vê? Qual é a sua carta? O que essa escolha diz sobre você?  Ei? Olha pra mim! Não é o fim! Fins nada mais são do que começos contrários. Talvez, suas escolhas não baseiem-se em cartas, tudo bem, é somente uma metáfora. Mas, creia! Não se perca pela aparente inércia em que está envolto, consumido, tragado.  Ei? Feche seus olhos por cinco minutos e respire! E que você abra-os sempre, e tanto quanto possível, para mirar o céu, o mar, o horizonte, outros olhos, para perder-se a se olhar. Sim, olhe para VOCÊ! Tire seus olhos do "touch screen" e dispenda tempo com o que realmente importa, VOCÊ!  Ei? Eu compreendo que esteja cansado, mas, chega um momento que, você é o único responsável por você, e pelas escolhas que faz.  Ei? É difícil. Sim, é! Aceite ...