Me preocupa de verdade o silêncio dos homens diante de todos estes acontecimentos hediondos contra as mulheres. “Ah, que eu tenho mãe, eu tenho filha, eu respeito as mulheres do meu convívio”. Será? Se você só pensa na proteção das mulheres do seu convívio, talvez você não as respeite tanto assim, visto que não há "tipos" de mulheres, existem mulheres e ponto. E, se você não entende que esse respeito é coletivo e não seletivo, talvez seja necessário rever os seus atos. Além de começar a trazer, pra ontem, essas pautas pro dia a dia. Vocês conversam com os "seus manos", "seus parças", "seus trutas" sobre o horror do noticiário? Vocês estão "preocupados" só com as mulheres do seu âmbito familiar, ou entendem que o problema se estende pra além da sua bolha? Eu posso contar nos dedos de só uma das minhas mãos os homens da minha bolha que se manifestaram de alguma maneira sobre o que vem acontecendo. E isso me traduz muito sobre todos ...
“Submissão: 1. ato ou efeito de submissão(-se) a uma autoridade, a uma lei, etc. 2. aceitação de um estado de dependência. Submisso: que se submeteu ou se submete, se sujeitou ou sujeito.” Vamos por essa linha aqui “aceitação de um estado de dependência”, pois, posso afirmar com toda certeza, que isso me incomoda/intriga desde que o médico disse “é uma menina” aos meus pais. A mulher vivendo “em estado de dependência” de um homem. Sabe quando dizem que as histórias são contadas sob o ponto de vista do colonizador, do “lado vencedor”, pois bem. Ou, os “grandes nomes” da história serem de homens. Ou, por mulheres terem tido que usar pseudônimos masculinos para poderem publicar textos e fins. Quando mulheres foram perseguidas por “saberem demais”, acusadas de “bruxaria”. Quando escravizadas eram punidas caso não quisessem servir os senhores sexualmente. Ou, quando as mulheres não eram “bem vistas” pela sociedade caso terminassem seu casamento. Você sabe qual foi o “erro” d...