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Fechou seus olhos. Com ânsia, com medo, por temor. Já não queria crer nos fatos. Não admitia novamente estar errada... Caminhou até a porta decidida. Decidida a quê? Todas as palavras foram certeiras, convicentes, ferinas... Não podia fazer isso à ela. Não podia fazer isso ao seu coração. Recuou alguns passos, foi impedida de continuar pelo som da maçaneta e, num curto segundo de olhar, soube que erraria por muito tempo em sua vida.

Milene Paula (07/abr./2010)

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