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12 de junho de 2010

Vinte sete anos...

Por vinte sete vezes
Seus olhos não cruzaram o de outrem

Por vinte sete vezes
Seu corpo não teve abraços e afagos

Por vinte sete vezes
Não houve brigas que lhe tirassem o sono

Por vinte sete vezes
Não foi de saudades que umedeceu de lágrimas o travesseiro

Por vinte sete vezes
Seus ouvidos não tiveram a sensação de um sussurro

Por vinte sete vezes
Não foi "eu te amo" a frase que ouviu

Por vinte sete vezes
Durante vinte sete anos
A profecia perduraria sob a lua cheia

Mas,
Por vinte sete vezes
Sempre soube que seria assim...
Embora, não acreditasse chegar a vinte sete...

(M.P. 12/jun./2010)

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