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Calar as indagações da mente e agir... O universo conspira a meu favor, segundo um amigo, e não contra mim... Tenho que desprender amarras... estar... ser... mais do que apenas o necessário, um gigante, para que todos possam ver e saber o que digo, sinto e penso. Ser todos os de antes, durante e após mim, criando um novo, me resignificar, pois, não estou me bastando. Vi num processo criativo minha ação defazada, meu olho que não vê, minha boca que não sente, meu gesto que não diz... Vi num registro videográfico tudo o que não quero ser, como não quero parecer, as correções que não estão lá visivelmente mas, ecoam em minha mente a todo o momento. Mente: está entidade que dá nos uma visão diferente do que parte de dentro e do que expelimos pra fora, do que está sendo dado ao outro, acreditando ser muito, quando na verdade, não é nada... Nada além de massa corpórea necessitando modelagem. Nada além de um corpo que necessita ser. Nada além de sentimentos seus que precisam ser também do out...

REFÉM

Refém Refém de mim Alheia a mim Mulher me tornei____refém Sem dó, sem fim Despida Descrida Desnecessária____mente____refém No espelho Me perdi Hoje, agora, ontem,____refém Solitáriamente perdida Erroneamente iludida Mulher, menina, criança... ____refém No escuro do quarto No leito calada Escritas jogadas____refém De mim De outra Ninguém mais Só a mim____refém Milene Paula (11 set. 2010)
Abriu a porta. O ar cortou-lhe a face. Estava úmida. Chorara outra vez. Olhou o céu. Estava lindo. Só não notava mais. Amarguro-se. Calou-se. Fechou-se. Não era útil. Não se julgava útil. Necessário. Não lhe dariam falta. Ninguém notaria sua ausência. Era alto ali. Pensou. Já teve medo de altura. Agora!? O que era o medo? Em vista de tudo. Em vista de sonhos perdidos e confissões à lua. Nada! Assim como este corpo rasgando o céu e terminado ao chão. Milene Paula (03 jun. 2010)
Às vezes é difícil! Não podemos simplesmente sumir e ignorar os fatos Infelizmente... Resta-nos enfrentá-los, por pior que pareçam ser Porque senão, eles nos a com pa nham E aí sim, vai ser difícil, bem difícil! Mesmo que feche os olhos

Tudo bem!?

"Oi, tudo bem?" Você certamente responderia "bem", mas, é assim que você se sente na maioria das vezes em que lhe fazem esta pergunta? Bem!? Ou, é o que você deve responder por conveniência, pra encurtar o assunto? O nosso vocabulário está cheio de frases prontas, condutas de etiqueta. Não é bom dizer o que realmente se sente, pra que com o tempo necessitemos de análise, pois, sufocamos nossos sentir, nossa verdade, dia após dia... Pense! Esta tudo : "pron.; a totalidade existente; o todo; a essência. bem : s.m., tudo aquilo que é perfeição, beleza e justiça; adv., muito, bastante; de modo bom e justo. com você? Ou, você responde a esta pergunta como a um "bom dia", que também é questionável! E aí, tudo bem?

"não matarás"

Foi o que disse-nos Deus em um dos mandamentos... Embora, hoje em dia isso se desconheça. Pois, matar, tornou-se a última moda... A Tv tornou-se um açougue. Mata-se e vemos, sabemos, sentimos... Não se morre mais de causas naturais, ou doenças, ou acidentes fatais... (não com a mesma frequencia ou proporção). Morre-se porque se mata. Mata-se porque existe gozo e brilho nos olhos com o perecer de outrem... Mata-se por impunidade. Mata-se porque não existe obrigação a confissão - existe o "direito" de permanecer calado, enquanto a outros permite-se morrer, diante de nós, primeira notícia do telejornal na Tv... Resta-nos pedir por dia melhores! Resta-nos pedir pra que não nos matem, pra que nos permitam morrer de outra morte que não a matada, com sorte, teremos a morrida! Se é que nos permitirão o "direito" a escolha...