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Tudo bem!?

"Oi, tudo bem?" Você certamente responderia "bem", mas, é assim que você se sente na maioria das vezes em que lhe fazem esta pergunta? Bem!? Ou, é o que você deve responder por conveniência, pra encurtar o assunto? O nosso vocabulário está cheio de frases prontas, condutas de etiqueta. Não é bom dizer o que realmente se sente, pra que com o tempo necessitemos de análise, pois, sufocamos nossos sentir, nossa verdade, dia após dia... Pense! Esta tudo : "pron.; a totalidade existente; o todo; a essência. bem : s.m., tudo aquilo que é perfeição, beleza e justiça; adv., muito, bastante; de modo bom e justo. com você? Ou, você responde a esta pergunta como a um "bom dia", que também é questionável! E aí, tudo bem?

"não matarás"

Foi o que disse-nos Deus em um dos mandamentos... Embora, hoje em dia isso se desconheça. Pois, matar, tornou-se a última moda... A Tv tornou-se um açougue. Mata-se e vemos, sabemos, sentimos... Não se morre mais de causas naturais, ou doenças, ou acidentes fatais... (não com a mesma frequencia ou proporção). Morre-se porque se mata. Mata-se porque existe gozo e brilho nos olhos com o perecer de outrem... Mata-se por impunidade. Mata-se porque não existe obrigação a confissão - existe o "direito" de permanecer calado, enquanto a outros permite-se morrer, diante de nós, primeira notícia do telejornal na Tv... Resta-nos pedir por dia melhores! Resta-nos pedir pra que não nos matem, pra que nos permitam morrer de outra morte que não a matada, com sorte, teremos a morrida! Se é que nos permitirão o "direito" a escolha...

Bye bye, Brasil!

Aff... A gente sempre torce, mas, no fundo sempre soubémos que este não era o ano do hexa, e não foi! Quem errou, quem acertou, quem avisou, não importa! Não ganhamos! Não fomos merecedores da taça! De sermos os melhores do mundo... Quanta pretensão! Ser o melhor do mundo! A nossa vida segue! Com uma pontada de decepção mas, com a certeza, ao menos minha, que não seria este o ano do hexa!

Mãe x filho / Filho x ser mãe

Quem nasce primeiro? A mãe ou o filho? O desejo ou a vocação? Que elo enigmático o de mãe e filho. Cercada de nascimentos recentes, pus-me a pensar sobre a maternidade. A mulher que nasce mãe e a que torna-se mãe. A mulher que pode gerar um filho. A mulher que cria um filho. A mulher que gera VIDA. Ser mãe! Uma fêmea que defende por instintos Sente, vive e é O próprio filho Extensão de teu ser Ser mãe! Ser outro ser Ser pra outro ser Ser e deixar de ser Apenas um ser Agora mãe Completo ser. Milene Paula (30 jun. 2010) Difícil imaginar como alguém abandona... Difícil imaginar como alguém maltrata... Difícil imaginar como alguém não ame...

...

Fechou seus olhos. Com ânsia, com medo, por temor. Já não queria crer nos fatos. Não admitia novamente estar errada... Caminhou até a porta decidida. Decidida a quê? Todas as palavras foram certeiras, convicentes, ferinas... Não podia fazer isso à ela. Não podia fazer isso ao seu coração. Recuou alguns passos, foi impedida de continuar pelo som da maçaneta e, num curto segundo de olhar, soube que erraria por muito tempo em sua vida. Milene Paula (07/abr./2010)

"Morre José Saramago"

Como assim!? Morre. As pessoas não morrem. só deixam de existir neste plano visível e palpável. Elas permanecem vivas em alma e pensamento, enfim, vivem em essência. Por isso, Saramago vive, em literatura, poemas, espetáculos e em outras almas... Por isso, dediquei-lhe algumas palavras. Este foi de quando o conheci aqui no Brasil, no SESC Pinheiros, no lançamento de "Intermitências da Morte"... Brinca com a morte Sedutor das letras Com sábia ironia Traduz fatos de uma realidade A presença que SARA Talvez, porque seja MAGO E encante Com a luz das palavras Mágicas, com certeza. Milene Paula (29/out./2005) ...e este, quando soube de sua partida O mago nos deixa. Não mais sara, Não mais cura, Não mais fala Por e entrelinhas Por e para o coração Por e para calar a ilusão Daqueles que não creem Em ilhas desconhecidas E para a tristeza Daqueles que não conheceram José Saramago. Milene Paula (18/jun./2010)

Transversalidade!?

Fui afetada por uma fala ontem à noite na Escola Livre de Dança de Santo André. Tivemos um fórum sobre "Transversalidade entre os estilos de dança" com Luís Ferron. E disso, eu retiro informações pra minha transmutação. Possuo um EU CORPO que precisa ser atravessado, modificado, "promíscuo"... Meu CORPO ARTE necessita estar em eterna mutação. Tenho que compreender, desprender e fazer apreender. Ser e estar cênico, produto e expectador. Fazer o corpo cotidiano ganhar forma. Ser outro, ser eu e ser o próximo. Muito mais que um fazedor de células. Ser o mestre de toda a ação.